16/04/2026

Seminário Ambiental é reformulado e será realizado em formato virtual em junho

O Seminário Ambiental de Mudanças Climáticas, que será organizado pela Câmara Setorial de Desenvolvimento Sustentável, passou por mudanças no formato e na data de realização. As novas definições foram discutidas nesta quinta-feira (16/04) durante reunião do grupo. Inicialmente previsto para ocorrer presencialmente no auditório da UERJ, o evento foi reconfigurado em razão da greve na universidade. Com isso, o seminário será realizado em formato virtual, no dia 1º de junho.

Durante o encontro, foram debatidas propostas para a estruturação do seminário, incluindo formas de ampliar a participação da comunidade acadêmica e a transmissão das discussões. O coordenador técnico do Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico da Alerj, André Fayão, destacou a importância de integrar estudantes ao evento.

“Uma das sugestões que fizemos nas nossas discussões internas seria agregar ao seminário a possibilidade de ter espaços presenciais. A gente poderia ver um espaço em que os alunos da área ambiental, das turmas da professora Viviane Japiassú, lá no CEFET, IFRJ, e Universidade Veiga de Almeida, por exemplo, pudessem estar conectados, assistindo e formulando perguntas”, disse André Fayão.

A proposta de participação híbrida da academia foi bem recebida pelos demais integrantes, que devem definir, nas próximas reuniões, a plataforma digital que viabilizará a iniciativa.

A programação prevê abertura com a presença do diretor do Fórum da Alerj, Frederico Lima, e da deputada Tia Ju, segunda vice-presidente da Mesa Diretora e responsável pela condução do Fórum.. O evento será dividido em quatro eixos temáticos: “Inundações no estado do Rio de Janeiro”; “Crise Hídrica”, “Ondas de Calor”; e “Planejamento Urbano e soluções sustentáveis”. Os mediadores e painelistas estão em fase de definição e convite.

Na reunião, André Fayão também apresentou uma síntese do ciclo de trabalho desenvolvido pelo Fórum da Alerj ao longo do último triênio. Segundo ele, mais de 24 temas foram discutidos no período, com destaque para “Resíduos Sólidos”, em 2023, e “Sustentabilidade no estado”, abordado entre 2024 e 2025.

A partir desse histórico, foram definidos quatro núcleos prioritários para 2026: “Resíduos, Reciclagem e Inclusão Socioprodutiva”, “Sustentabilidade Institucional e Educação Ambiental”, “Clima, Território e Desigualdades Socioambientais” e “Agendas do Futuro e Instrumentos de Implementação”.

Como encaminhamento, o coordenador propôs priorizar o debate sobre adaptação climática justa e resiliência territorial no estado do Rio de Janeiro. Também foi mencionada a intenção de elaborar um documento propositivo, com diagnóstico participativo e recomendações à Alerj. Ao final, Fayão sugeriu ainda a construção de uma agenda de trabalho até o fim do ano, que deverá ser aprofundada nas s próximas reuniões.